Cigarro

Chiclete para parar de fumar: uma ajuda para controlar a fissura pelo cigarro

O chiclete para parar de fumar é uma das TRNs, ou seja, Terapias de Reposição de Nicotina. Para muitos, a goma de mascar acaba sendo um importante recurso auxiliar para se livrar do cigarro de vez. Conheça hoje os prós e contras desse tratamento.

A goma de mascar contendo nicotina leva vantagem em relação a outros métodos porque repõe apenas a substância responsável pelo vício, deixando outras maléficas à saúde de fora (são umas 4.700 no total, aproximadamente).

Com a redução gradual das doses de nicotina, o chiclete tenta evitar crises de abstinência e ajudar no processo de parar de fumar.

Normalmente, cada goma vem com 4 ou 2 mg de nicotina. Apesar de o adesivo de nicotina costumar ter melhor adesão que o chiclete, o método ainda é muito utilizado, especialmente nos momentos de fissura.

Os recursos da Terapia de Reposição de Nicotina, inclusive o chiclete, em geral, são indicados para quem apresenta alta dependência do cigarro, quando existe histórico de síndrome de abstinência em situações de privação do tabaco ou se o fumante teve mais de cinco pontos no Teste de Fagerström. Porém, é preciso analisar caso a caso.

O tratamento é mais utilizado junto com o adesivo de nicotina, auxiliando no controle do desejo incontrolável por fumar. Enquanto o adesivo libera quantidades pequenas e constantes de nicotina ao longo do dia. Por isso, não existem evidências seguras de que a goma de mascar funcione bem sozinha.

O ideal mesmo para ter mais probabilidade de sucesso no abandono do cigarro é fazer um acompanhamento médico para avaliar a situação individual, o histórico da pessoa, seu grau de dependência e, a partir de então, criar um modelo terapêutico antitabagismo personalizado.

Chiclete de nicotina: vantagens e desvantagens

O chiclete traz nicotina dentro de sua cápsula que, ao ser mastigada, libera a substância gradativamente. Ela é absorvida diretamente na mucosa bucal ou na digestão.

É importante não beber água ao mascar o produto, pois isso impede o funcionamento adequado do tratamento.

Além disso, se a pessoa fuma e ainda usa o chiclete em grandes quantidades pode ter intoxicação por excesso de nicotina.

O fato de repor somente a nicotina, poupando o fumante do consumo de elementos como o alcatrão, e diminuir as crises de abstinência, faz do chiclete e de outros meios de TRN bons aliados na batalha pelo fim do vício.

Entretanto, uma das desvantagens do chiclete é seu alívio momentâneo, como o cigarro.

Quanto aos efeitos colaterais, eles são raros. Quando surgem, geralmente estão ligados à falta de orientação médica ou ao não cumprimento das recomendações do especialista.

O chiclete de nicotina pode causar náuseas e irritação na boca (inclusive feridas), além de intoxicação por excesso de uso, sendo este último fator mais frequente quando o paciente continua fumando.

As TRNs normalmente não trazem grandes riscos, pois a quantidade de nicotina é baixa, e a substância é mais responsável pelo vício em si do que por condições de saúde decorrentes do ato de fumar.

Por essas e outras razões, não existem muitas contraindicações para o chiclete e demais TRNs, já que prosseguir no tabagismo é sempre pior.

Porém, novos estudos vão sendo conduzidos e acabam, de tempos em tempos, questionando as recomendações dos métodos. É o caso, por exemplo, de pesquisas mostrando a ligação entre a nicotina e o câncer.

Estudo divulgado na revista científica PLoS One, em 2013, mostrou a capacidade da nicotina de mudar a expressão dos genes das células, aumentando o risco de aparecimento do câncer.

O conteúdo deste post tem função de informar. Apenas um médico pode decidir o que é melhor para cada pessoa e prescrever tratamentos de acordo com a situação específica. Consulte sempre um profissional de sua confiança.

Até o próximo post…