Cigarro

TRNs: Como funcionam as Terapias de Reposição de Nicotina

A Terapia de Reposição de Nicotina é um dos recursos empregados no combate ao tabagismo. Ela age mantendo o organismo com doses pequenas e controladas da substância, diminuindo os sintomas físicos da abstinência.

Além disso, permite que o fumante não seja exposto a outros componentes do tabaco (alcatrão e monóxido de carbono, por exemplo) e seus efeitos nocivos.

Existem diversos tipos de TRN, sendo os adesivos e a goma os produtos mais utilizados.

Os primeiros fornecem nicotina através da pele, e em quantidade fixa, mas que vai diminuindo na medida em que o tratamento progride. Os adesivos são colocados em uma área sem pelos toda manhã. A duração deles é de 24 horas.

Já as gomas de nicotina possuem ação rápida, disponibilizando a substância para que seja absorvida pela mucosa da boca. O produto é mascado até proporcionar um gosto apimentado.

Depois, deve ser colocado entre a gengiva e a bochecha por 2 minutos e, em seguida, mascado outra vez. Um processo que precisa ser repetido durante 20 ou 30 minutos.

A goma pode ser mascada a cada hora como único tratamento ou combinada com o adesivo, para amenizar os momentos de fissura.

O adesivo de nicotina costuma ser o método de maior adesão, uma vez que apresenta menos efeitos adversos e desagradáveis. Há ainda a pastilha e o spray nasal.

Enquanto o adesivo é trocado diariamente, o chiclete, a pastilha e o spray são usados de forma pontual, permitindo uma dose extra de nicotina em situações mais difíceis. Por isso, é comum adotar o adesivo de nicotina junto com chiclete ou pastilha.

No entanto, a estratégia adequada deve ser orientada por um médico especialista em parar de fumar.

Quanto ao cigarro eletrônico, seu uso nem sempre significa retirada gradual de nicotina. E ele traz quantidade maior da substância do que a recomendada. Por essas razões, o dispositivo não é considerado uma TRN.

Prós e contras da Terapia de Reposição de Nicotina ou TRN

A ideia das TRNs é fornecer somente quantidades bem menores de nicótica do que as oferecidas no fumo, para que a pessoa vá controlando a vontade de fumar enquanto diminui o número de cigarros e, de preferência, largue de vez o vício com o tempo.

Geralmente, a Terapia de Reposição de Nicotina é usada em casos de alto grau de dependência, isto é, quando o indivíduo tem acima de cinco pontos no Teste de Fagerström ou quando existe histórico de síndrome de abstinência na privação do cigarro.

Normalmente, as TRNs geram controvérsia quando utilizadas em pessoas que fumam menos de 10 cigarros por dia.

Atenção: o conteúdo deste post tem função de informar. Apenas um médico pode decidir o que é melhor para cada pessoa e prescrever tratamentos de acordo com a situação específica.

As vantagens das TRNs são claras: reposição de nicotina, poupando a pessoa do contato com outras substâncias, e redução das crises de abstinência. Diz-se, também, que, com elas, não há risco de o paciente ficar viciado no adesivo ou demais métodos de terapia.

Em relação às desvantagens, elas estão diretamente associadas aos efeitos de cada um dos métodos. E mais: pesquisas revelam a ligação entre a nicotina e o câncer, inclusive no que diz respeito às alterações da expressão dos genes das células.

Na prática, estudos assim podem mudar as recomendações para as Terapias de Reposição de Nicotina, pois a substância é capaz de aumentar o risco de surgimento dos tumores malignos. Porém, especialistas alegam que, entre continuar fumando e utilizar uma TRN, a primeira opção é sempre pior.

Conclusão: embora adesivos, pastilhas e goma de mascar de nicotina possam ser comprados sem receita nas farmácias, o ideal é que o tratamento seja orientado por um médico. Só o profissional de saúde pode definir táticas e métodos de acordo como o grau de dependência e o histórico do paciente.

Cuide-se! Até a próxima!